Terça-feira, Maio 12, 2009

: 3

[Há precisamente 1096 dias que isto começou.
Obrigado a todos os que aqui passaram, comentaram, me escreveram e cruzaram de alguma forma o caminho, partilhado, deste "intruso"... nunca sozinho na cidade.]

FIM

Segunda-feira, Maio 11, 2009

: do fim

...imagens
para a Revista Minguante, nº14 O FIM

: (título do post)

[..................................................
...................................................
...................................................
...................................................
...................................................
......................texto........................
...................................................
...................................................
...................................................
...................................................
..................................................]
(link)
.
[post por fazer...
ou post a propósito dos posts que ficam por fazer...
ou post para ser completado mentalmente por quem/como entender]

Domingo, Maio 10, 2009

: trânsitos

[re-postagem]

Sexta-feira, Maio 08, 2009

: véspera

«Na véspera de não partir nunca / Ao menos não há que arrumar malas / Nem que fazer planos em papel / Com acompanhamento involuntário de esquecimentos, / Para o partir ainda livre do dia seguinte. / Não há que fazer nada / Na véspera de não partir nunca...» Álvaro de Campos, de 'Na véspera de não partir nunca'
[5ªf, Lx, 22:30 _ sobre a partida, e vagamente a propósito (ou não) de um movimento lento de eléctricos que se cruzam, numa cidade escura e em trânsito (comigo parado, à espera de um autocarro que não chegou)] . *

Quarta-feira, Maio 06, 2009

: porque sim (XXI)


.
[Jane Russel and Marilyn Monroe, Bye Bye Baby,
(em filme realizado por Howard Hawks, 1953)]

Domingo, Maio 03, 2009

: insónia (VII)

[ redundância final para uma página inexistente ]

A porta fechada, se bem me lembro...
Tinha ficado aí,
a tinta riscada
passos e flores gastas
um plano que fechava o dia.
Depois o fim.
[Nada mais há para ver]
Espera-se uma frase
espera-se um comboio em dia útil
espera-se a funcionalidade das tardes vazias de palavras
e nada.
[E o fim não tem fundo]
a tal queda interminável para cima,
se é que me lembro.
(there's no time...)
Muito boa noite
o meu nome é

(to make sense)
e o posfácio de uma insónia
final
(to analyse)
Resta-me inventar tudo
apenas.
Um céu de papel pardo
e uma certeza,
silenciosa
rápida
plúmbea;
a cidade em trânsito nunca irá parar

.
[tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac,...]

Sábado, Maio 02, 2009

: lamento

[ "lamentamos, não foi possível concluir o seu pedido"
No Blogger, tal como na vida, "you can't always get what you want"
Os comentários neste blog encontram-se (temporariamente?) 'avariados'_ bx-q67vn2 também para ti Blogger!]

Segunda-feira, Abril 27, 2009

: algumas linhas

[ post a propósito de diários gráficos - velhos, novos, improvisados - e de linhas a desenharem momentos precisos... ]
( mais alguns desenhos e esboços - velhos ou recentes - para ir actualizando AQUI... )

Domingo, Abril 26, 2009

: do querer

«Vou viver / até quando eu não sei / que me importa o que serei / quero é viver / Amanhã, espero sempre um amanhã / e acredito que será / mais um prazer / e a vida é sempre uma curiosidade / que me desperta com a idade / interessa-me o que está para vir / a vida em mim é sempre uma certeza / que nasce da minha riqueza / do meu prazer em descobrir / encontrar, renovar, vou fugir ou repetir...» António Variações

Sábado, Abril 25, 2009

: do cravo

(...imagem a partir de foto/diário de 'Ornatos Violeta') 8

Quinta-feira, Abril 23, 2009

: do livro

Hoje, dia 23 de Abril, apresentação interactiva - palavras e riscos - do livro "Apoplexia da Ideia", pela autora - Maria Quintans - e pelo ilustrador - João Concha ..... ...com organização da Bertrand Livreiros, que promove diversos eventos a propósito do dia mundial do livro
Lisboa; 14:00, Av.Roma / 18:00, Chiado (livrarias Bertrand)

Sexta-feira, Abril 17, 2009

: porque sim (XX)



[Fever Ray, When I Grow Up, video de Martin de Thurrah, 2009 (via)]

Quinta-feira, Abril 16, 2009

: todos

[ ...a propósito de mais um desenho "de rua(s)", que a chuva obrigou a que fosse terminado em casa; este está péssimo, mas finalmente há novo fôlego/menos preguiça com o diário gráfico ]

Segunda-feira, Abril 13, 2009

: isto não é um 'post'

[ imagens avulso sem aparente relação com a Páscoa ]
(ou quase-post a propósito de dúvidas, mudanças e (re)começos...)

Domingo, Abril 12, 2009

: não há

«Os sentimentos atrasam, / as paixões atrasam, / as instituições atrasam, / está tudo a mais, nesse demais sempre a pesar sobre a existência, ela própria uma ideia a mais, / filósofos, sábios, médicos, padres, pouco a pouco, de mansinho e brutalmente, têm-nos feito esta vida falsa / porque não há profundidade nas coisas, não há além, nem mais voragem do que a que formos capazes de lá pôr...»
Antonin Artaud, de "Os Sentimentos Atrasam" (re-postagem, Jan07)

Sexta-feira, Abril 03, 2009

: "um chapéu é um chapéu"

«Com o uso e os anos este chapéu de Praga tornou-se tão subtil, tão subtil, insistiu o Chapeleiro Louco, que já é perfeitamente transparente, e foi colocar com extremo cuidado sobre a cabeça de Alice o puro ar no qual parecia ter pegado delicadamente, com a ponta dos dedos, de uma prateleira vazia da sua sombria e assombrosa chapelaria. As suas grandes abas levar-te-ão voando até à cidade mágica das suas origens, acrescentou como se inclinasse para a direita o chapéu invisível, e os ponteiros do teu relógio girarão ao contrário (...)»
de "Chapéus para Alice", Julián Ríos
[ ...post a propósito de chapéus
...e de um livro especial ;) ]

: porque sim (XIX)


ª
[ Feist, I Feel it All, (video de Patrick Daughters), 2007 ]

Quarta-feira, Abril 01, 2009

: respectiva morta mão

(post a propósito de dias de silêncio...)
[...ou a propósito das células de carne-ruído-cimento-silêncio-dias de que são feitas as cidades; células de cidade(s) de que somos feitos. ]

Domingo, Março 29, 2009

: insónia (VI)

[ argumento definitivo para um epílogo incompleto ]

E depois a porta fecha-se
(sem estrondo)
e observa-se a tinta envelhecida, riscada, sobre a madeira
e ouvem-se passos inventados na memória
e empalidecem as flores no papel de parede
e descreve-se a quietude desse quarto
e abre-se um plano que vai escurecendo
o dia
e faz-se silêncio
e não há mais nada.
[E a cidade em trânsito não pára
(nem sequer estremece)]
E por fim,
sem parêntesis,
desenhadas circularmente
nascem as palavras impossíveis
(ilegíveis)
de carne e ruído e cimento;
"the end"


[«...when you know that you just don't know»]

Segunda-feira, Março 23, 2009

: te quiero Barcelona

[ Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, 2008 ]
[...a propósito de um filme ('ligeiro', dizem) protagonizado por uma cidade ('quase ausente', dizem)... "labirinto extrovertido".
...com a sensação (minha, não explicável) de que este filme de W. Allen (apesar do derrotismo da crítica) é certeiro e (inusitadamente) muito 'real'.
...e no final a certeza (agri-doce) de que, por vezes, "é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma".]
"Por qué tanto perderse / Tanto buscarse / Sin encontrarse / Me encierran los muros / De todas partes / Barcelona / Te estás equivocando / No puedes seguir inventando / Que el mundo sea otra cosa..."

: na vizinhança

[...a propósito da(s) minha(s) tentativa(s) para retomar o diário gráfico, que nos últimos meses anda em modo "intermitente"... e de como não é preciso ir além da rua/largo onde vivo para encontrar motivos/situações/temas para desenhar.]

Sábado, Março 21, 2009

: da poesia

«Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.
No brilho redondo
e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura
a maravilha

Eugénio de Andrade

: some

[...ainda da série "alices", fragmento (2007/08)]
[...a propósito de como uma imagem, ou pedaços de imagem, pode(m) nunca estar terminada(os)]

: exotismos

«Ele quer uma miúda exótica / com o cabelo à garçon, / três argolas à esquerda / e uma história lixada. / Ele quer uma ilusão óptica / daquelas que o baralhem, / uma distorção abstracta / numa ideia mal penteada. / Ele quer ser enganado / ou virado do avesso / por uma t-shirt psicadélica / arranjada a pouco preço. / Ele troca a noite pelo dia / se ela as trouxer calçadas: / umas botas de artilharia / cuidadosamente desapertadas. (...) Ele quer (...) Toda a que não seja oportuna, sensata ou conveniente. / Toda a que não se lembre / de dizer num novo olhar / (entre a sopa e o prato quente) / 'É contigo que eu quero ficar / Para todo o sempre.'» lido AQUI

Sexta-feira, Março 20, 2009

: hoje, dia 20, às 18:30

Terça-feira, Março 10, 2009

: on wire

[ Man on Wire, de James Marsh, 2008 ]

« To me, it's really so simple, that life should be lived on the edge. You have to exercise rebellion. To refuse to tape yourself to the rules, to refuse your own success, to refuse to repeat yourself, to see every day, every year, every idea as a true challenge. Then you will live your life on the tightrope. » Philippe Petit
[«It's impossible, that's sure. So let's start working»]

Sexta-feira, Março 06, 2009

: da urgência

«... Atacar a cidade. Fazer uma revista de periodicidade eventual, fazer cartazes inúteis, pintar paredes importantes, mudar a vida das pessoas, oferecer obras-primas grátis, recomeçar dos nossos 17 anos, mudar o mundo antes de morrer, dar nome a uma cor
Jacinto lucas Pires, aqui

: porque sim (XVIII)


Sequência de abertura de "Volver", Pedro Almodóvar, 2006
[a propósito de metáforas e constatações
'para volver a ver...' ... via]

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

: insónia (V)

[ rascunho de emergência para uma noite comum ]

A princípio é simples; ignora-se o vento e anda-se sozinho. Guarda-se uma faca dentro de um livro bonito, que não fale de gente ou de árvores floridas ou de outro caminho. Compra-se o medo, numa loja de esquina. Quando houver tempo e a noite chegar, então inventa-se um crime. E se mais tarde chover, inventa-se um suspeito. E um assassino (posso ser eu, não me importo). E um sorriso. Inventam-se as perguntas que a nós mesmos faremos, escrevem-se as mentiras que nos servirão de noite. Inventa-se um sono. Um sono qualquer, numa cidade ornamento, perfumada por livros que crescem em vasos dentro dos carros. Para se desenhar um crime onde caibamos é necessário algum esquecimento. E uma imagem em branco para nela se apagar a cidade. R . G . B . rua . grito . branco . red . green . blue . três linhas de descanso para inventar uma cota de soleira, onde o sono se encosta. today we escape
Mas se me deixarem, ainda que possa não ser verdade, eu confesso:
Esta noite matei uma cidade. Matei uma cidade cheia de casas com luzes acesas dentro. Uma cidade grávida de luzes (e de gente). Corrijo; esta noite engoli uma cidade cheia de casas com assuntos dentro. Ou talvez tenha apagado uma cidade com asas, com várias coisas dentro. E assassinos. E um sono por dormir.
Continuo a respirar. Continua a respirar. E as formas da cidade e dos assuntos adivinham-se sob a forma curva do pescoço, proeminentes, ameaçando romper a pele translúcida. Não deixes de respirar. Os assuntos não têm angulos, apenas buracos incertos. Apaga-se a luz. Continua, por favor, a respirar. E a barriga cheia de janelas que se apagam, dentro. Não te engasges. Bebe-se o riso num copo de vidro. Respira.
Depois matei o corpo esvaziado da cidade. Desculpem, escondi o corpo morto da cidade. Aliás, congelei o corpo apagado da cidade, dentro do sono (por dormir). delete
[Ou então não me lembro]
Por vezes temos que matar as cidades, de noite.
Por vezes temos que matar as noites. No sono.
(e sobram sempre imagens)
E no armário azul da cozinha ficou uma caixa de bolos à espera [numa espera hermeticamente fechada].
{De tudo isto se infere que o documento me deveria ter sido enviado, em formato pdf, com a devida antecedência}

Domingo, Fevereiro 22, 2009

: perpetuum mobile

[nota mental para mim próprio; "não deitar nada fora"]
De todos os trabalhos restam recortes e fragmentos, papéis amachucados, pedaços de ideias que até poderiam ter dado imagens (ou não). Não resisto a destruir algumas (e a guardar outras, poucas). Há ilustrações que nunca serão terminadas. Por vezes há demasiadas imagens, por vezes apenas repetimos uma mesma imagem, por vezes não existe 'a' imagem; mas no fim sobram sempre imagens.
[e depois arrumam-se as tintas e as motivações, limpa-se a mesa e as paredes; e recomeça-se.]

: dos cansaços

«Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja / olha-se para dentro e já pouco sobeja / pede-se o descanso, por curto que seja / apagam-se dúvidas num mar de cerveja / e vem-nos à memória uma frase batida (...)»
Sérgio Godinho

Sábado, Fevereiro 21, 2009

: happy

Happy-Go-Lucky
«- You can't make everyone happy!
- There's no harm in trying that Zoe, is there?»

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

: dias 20 e 21

Sábado, Fevereiro 14, 2009

: insónia (IV)

[ viagem parada numa noite em branco ]

«E por vezes as noites duram meses / E por vezes os meses oceanos / E por vezes os braços que apertamos / nunca mais são os mesmos. / E por vezes / encontramos de nós em poucos meses / o que a noite nos fez em muitos anos / E por vezes fingimos que lembramos / E por vezes lembramos que por vezes / ao tomarmos o gosto aos oceanos / só o sarro das noites não dos meses / lá no fundo dos copos encontramos (...)». David Mourão Ferreira

Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009

: porque sim (XVII)

[ Maya Deren, excerto/parte de "At Land", 1944 ] . ...

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

: novelo

«...juro que era capaz de fazer um cubo sem levantar o lápis embora a vibração da terra me fizesse cócegas no cotovelo. e enquanto desenhavas o passo eu apertava-te a mão e inventava a teoria do lápis no tornozelo. como se fosse o cotovelo. novelo do meu amor .Maria Quintans

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

: imagens

[...por vezes há 'pedacinhos' de imagem que valem por mil imagens, que nos agradam mais do que a imagem inteira; por vezes sem nenhuma razão em particular... apenas porque sim, porque o enquadramento acidental e momentâneo nos sugere outros sentidos, outras imagens... vontade de recomeçar, repensar uma imagem que afinal (não) estava terminada]

[pensamento ensonado, provavelmente sem grande interesse a quem lê, que aqui serve de post, à falta de tempo/ideias]

{trabalho de ilustração em curso}

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

: mil

m.i.l .a.l.i.c.e.s
(com uma letra em branco para os vossos links...)

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

: insónia (III)

[ absurdo verdadeiro para uma noite impossível ]
.
e às vezes não adormeço
e às vezes não posso adormecer
a geometria dos quartos é quase sempre fictícia
às vezes preciso adormecer
e às vezes não durmo
e às vezes conto palavras ou pés ou constipações
(nunca estrelas)

e às vezes o sono não me tranquiliza
e às vezes o sono é um plano oblíquo
e às vezes o sono é insuportável
e às vezes queria pagar-te uma noite de sono
(e às vezes queria pagar-me uma noite de sono)
e às vezes o quarto não existe
ou a porta não está
(dois pontos)
mais tarde
e às vezes um bocejo
enrolado
em cornucópia
e às vezes as paredes saturadas de palavras
ou de coisas que se pensam
duas cores na minha cabeça
se pudesse
(reticências)
e às vezes
tudo está no seu devido lugar.

Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

: porque sim (XVI)



[Beirut, La Llorona, March of the Zapotec (video de Owen Cook)]

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

: os mirones

«O dia entra na noite. A noite entra no dia. E os relógios observam isto, excitados e silenciosos, como os velhos mirones atrás das dunas.» in 'Caravana', Rui Manuel Amaral

Domingo, Janeiro 25, 2009

: insónia (II)

[ apontamento roubado para uma noite qualquer ]
(excerto, letra de "Eu queria ser músico..." de Miguel Cardona)

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

: procura-se

PROCURA-SE ...
cor para palavras
[trabalho de ilustração em curso]

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

: insónia (I)

[ esboço de ficção para uma noite real ]
re-post, 09-2006; '...sobre se a solidão será uma situação, ou antes uma condição (?) ...mesmo que acompanhados, seremos inevitavelmente sós e individualizados... como pixeis que formam uma imagem?'

Quinta-feira, Janeiro 15, 2009

: dia 17, às 11h:30m

Apresentação do livro "Palmira, a Ovelha Comilona",
conto infantil de Elisabeth Perestrelo, com ilustrações de João Concha, editado pela 'Trinta Por Uma Linha'; no próximo sábado dia 17 de Janeiro, pelas 11h.30m.
Livraria Centésima Página, Braga

Terça-feira, Janeiro 13, 2009

: dia 17, às 17h

Apresentação do livro "Apoplexia da Ideia",
poesia de Maria Quintans, com ilustrações de João Concha, no próximo sábado dia 17 de Janeiro, às 17.00h, pelo Prof. Dr. Sérgio Paulo Guimarães Sousa, Director do Departamento de Estudos Portugueses do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho.
Livraria Centésima Página, Braga

Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

: porque sim (XV)


[ "Vals Im Bashir" (Valsa com Bashir), de Ari Folman, 2008 ]

Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

: da espuma dos livros

Post a propósito de algumas das últimas leituras de 2008 e primeiras leituras de 2009
[...ou post para voltar a desejar Bom Ano Novo... com muitos livros]
(ou post dedicado aos amigos... muitos ofereceram-me livros pelo Natal)
{ou ainda post/pretexto para experimentar o scanner novo...}

Quinta-feira, Janeiro 01, 2009

: 2009

[ Bom Ano Novo! ]

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

: 2008

«Se puderes/Sem angústia/E sem pressa (...) vai colhendo ilusões sucessivas no pomar (...) Só é tua a loucura/Onde, com lucidez, te reconheças»
excertos de "Recomeça", Miguel Torga

Terça-feira, Dezembro 23, 2008

: and so is this Christmas?

[ imagens avulso sem aparente relação com o Natal ]

Segunda-feira, Dezembro 22, 2008

: and so this is Christmas

«É tarde já, vão sendo horas – horas de quê? De nada. De existir. De olhar ainda a luz, a vida . De absorver em mim o universo e levá-lo comigo sem nada desperdiçar. De exercer o ouvido enquanto ouve, os olhos, o corpo inteiro para que nada fique dele sem se cumprir. De encher os bolsos de tudo o que se me dá ou sonhar mesmo o que me não deram e não deixar perder nada por distracção. De dizer a palavra vida e tudo nela florir logo na sua existência. (...) Não é a luz sumarenta do Outono ou a luz pesada do Verão. É uma luz nítida e ainda fria dos gelos do Inverno. Recorta as coisas pelo seu limite a elas emergem inteiras do seu ser. Essencialidade da vida, é a altura de lavarmos nela as mãos e olhar. Entender aí a nossa relação com elas e sermos nós também na inteireza do que somos. Aprender a ver o mundo na sua estrita realidade sem um ver que nos cegue como o fogo do Verão e a moleza outonal. Aprender o limite do excesso de nós para conhecermos a alegria que nos não cansa ou a melancolia que tem pacto feito com a morte. Existir uma vez ainda no recomeço de existir. E saudar a vida ainda, como se pela primeira vez.»
Vergílio Ferreira (Escrever, 20/314)
Encontrado/lido aqui ;)

Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

: porque sim (XIV)


[ "Jojo in the Stars", de Marc Craste, 2003 ]

Quinta-feira, Dezembro 18, 2008

: mas

Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

: do silêncio

Revista Big Ode, #6 'Silêncio' ,...à venda aqui... ou aqui
( ilustração/fundo visual para texto de Elisabeth Perestrelo )

: que eu vou lá ter

«Agora sim, damos a volta a isto!/Agora sim, há pernas para andar!/Agora sim, eu sinto o optimismo!/Vamos em frente, ninguém nos vai parar!/Agora não, que é hora do almoço.../Agora não, que é hora do jantar.../Agora não, que eu acho que não posso.../Amanhã vou trabalhar.../Agora sim, temos a força toda!/Agora sim, há fé neste querer!/Agora sim, só vejo gente boa!/Vamos em frente e havemos vencer!/Agora não, que me dói a barriga.../Agora não, dizem que vai chover.../Agora não, que joga o Benfica.../e eu tenho mais que fazer.../Agora sim, cantamos com vontade!/Agora sim, eu sinto a união!/Agora sim, já ouço a liberdade!/Vamos em frente, é esta a direcção!/Agora não, que falta um impresso.../Agora não, que o meu pai não quer.../Agora não, que há engarrafamentos.../Vão sem mim, que eu vou lá ter...» "Movimento Perpétuo Associativo", Pedro Silva Martins _ ['Deolinda']

Terça-feira, Dezembro 09, 2008

: do branco

Domingo, Dezembro 07, 2008

: porque sim (XIII)



[ "Copy Shop", de Virgil Widrich, 2001 ]
{...a propósito de como um sonho (esta noite) me fez (re)lembrar o filme} / (...ou de como realidade e rotinas se intrometem nos sonhos e estes se reflectem no 'acordar'...)

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

: hoje, dia 5, 18:30

: how to stress (just) a 'little'

[ prescrição; na 4ªf. o expedidor deverá enviar objecto por correio, serviço expresso, garantidamente entregue no dia seguinte durante a tarde ; esperar depois que o objecto seja danificado pelo caminho (apesar da esponja espessa e camada dupla de plástico de bolhas) ; ficar durante 24 horas sem qualquer indicação sobre o mesmo, pelos serviços que o transportam (onde está? para onde vai? que sentido para a sua existência?), nem virtualmente - no site miraculoso que afinal não tem registo actualizado - nem por telefone ; obtém-se nesta altura um expedidor preocupado e uma destinatária expectante ; perceber por fim que o objecto não é mesmo entregue! ; por esta altura, o expedidor, depois de umas dezenas de telefonemas, deverá estar realmente preocupado ; adicionar indisponibilidade do call-center de apoio a partir das 19 h ; depois de mais alguns telefonemas, e-mails e afins, deixar repousar o assunto até ao dia seguinte, em que o call-center 'acorda' e, mediante auto, dá a notícia dos estragos (só aí o expedidor sabe que o objecto está danificado!) apresentando infundamentadas justificações e incorrectas informações sobre a embalagem ; aí o expedidor deverá gritar e em seguida chorar e/ou arrancar os cabelos ; acrescentar então, energicamente, uns quantos telefonemas, explicando o sucedido ao serviço que deveria explicar (e resolver!) o sucedido ; juntar pouco a pouco a ausência de garantias de entrega do objecto nesse dia, por parte da empresa (lembro que é 6ªfeira, um dia depois da data de entrega acordada/paga) ; dificuldade em fazer entender que o mesmo (afinal já na cidade de destino, fechado num armazém escuro) deverá ser entregue, apesar do dano, para que a destinatária possa verificar e resolver a situação 'objectual', ainda nesse dia ; juntar ao telefonema, como último recurso, uma ameaça de incêndio ao edifício sede da empresa de distribuição (que o expedidor atearia com as suas próprias mãos_ truque/bluff 'terrorista' aprendido com alguém mais experiente) caso o assunto não seja resolvido ; nesse momento, depois de um pausado silêncio, ouvir então do subitamente simpático operador de call-center a promessa de que o objecto chegará nesse dia às mãos da destinatária (a escassas horas do evento no qual ele, objecto ainda mal refeito do percurso, terá de estar presente e exposto) ]
p.s. As letras estão pequenas para acentuar a sensação de stress/cansaço junto do leitor e indicar o tamanho das letras no contrato de transporte (que no caso não foi cumprido).

Quinta-feira, Dezembro 04, 2008

: do ver

[Je Veux Voir, "Eu Quero Ver", 2008 ...]
de Joana Hadjithomas e khalil Joreige ------------- (...post a propósito de como pode ser importante / difícil / urgente 'VER' ....ou sobre um filme a não perder)

Terça-feira, Dezembro 02, 2008

: como quem

«Hoje quem acordou na minha cama? hoje quem é que eu sou? Já é manhã mas esta noite ainda não passou. A minha cara faz-me sempre lembrar alguém…E os meus olhos são de quem? Eu queria ser como tu. Eu queria crer como tu. Eu queria ser como eu, mas dos meus sonhos acorda outro alguém. Eu queria ser como quem? Hoje quem acordou na minha carne / e que sonhos roubou / na madrugada de um dia que já passou? (...) Hoje quem acordou na minha cama, hoje quem é que eu sou? Já estou a pé e o dia ainda nem chegou...» Nuno Prata (...no 'ruído')

Quarta-feira, Novembro 26, 2008

: (e repito-me)

É como se tudo fosse apenas a falta
Hábito
Montagem
Silêncio
(vazio)
Com hora marcada
amanhã
O que fazer do nada
mais do mesmo
“estás à espera?”
Como se tudo fosse repetição
A noite deles
Retardada, alcoólica, igual
Repetição
deles
Dos que estão no céu
Os balões
A chegar depressa
É como se não conhecesse ninguém
Pedras
Prisões
Como se não existisse
Como se ninguém existisse
Aquela palavra perdida ali
(detesto)
festa com dia e hora marcados
E alguém a morrer
A ficar transparente
Leve
A não saber quem é
A não saber que morre
E o telemóvel
Na noite deles
ela
Sentir que (não) estou aqui
Que só estou aqui
Que só se está
Que não se coincide com o tempo
atendo
Gente na rua
Enganos
Os pés
Falta qualquer coisa
E esperamos pelo táxi
Qualquer coisa
(dias 13)
A noite que salva
repete
E repete-se
(e repito-me)
Nos erros
Falta horizonte nestas ruas, janelas a mais
É como se nada existisse
“mais alto, não te oiço!”
(falta)
Amanhã é manhã
Hoje
Não
Um sono acelerado
Banco de trás
Gente na rua
Cabedal
Macio
Merda para os santos
Lá em cima
Nada
Absolutamente nada
Com hora marcada
(desespero colectivo a horas certas)
Há o momento em que todos sentimos o mesmo nada
À espera do táxi que não há
Lá em cima a dançar
Abro a janela
Tudo agora
Como se tudo ficasse por responder
Por perguntar
É como se não conhecesse ninguém
(nunca lhe disse)
E é caro
O sono
(Há qualquer coisa numa janela aberta que me pede um cigarro, se a janela calar a casa)
Noite de Verão
E não sei porquê
É Inverno
E alguém reclama
“não quero”
Vidro
A partir
Lento
Amanhã acordo
Amanhã vou acordar
A cidade calada
À espera
Falta qualquer coisa
(marchemos)
Por mais que diga
Um muro de inutilidade
E escreva
E comunique
E demonstre
E (não) pense
Nada
Com hora marcada
E gente dentro
Que dança
Que não cabe
Que não fica

repetição (quase sem alterações) de post de 22-06-07

Domingo, Novembro 23, 2008

: das árvores

«The obvious is difficult/To prove. Many prefer/ The hidden. I did, too./I listened to the trees./They had a secret/Which they were about to/Make known to me-/And then didn't...»
'The White Room', Charles Simic

: porque sim (XII)


[Andrew Bird, Lull (video de Lisa Barcy)]
[...ou de como em alturas de muito (demasiado) trabalho, me dava jeito ter 10 braços/tentáculos]

Terça-feira, Novembro 18, 2008

: blindness

[ ...post a propósito de como eu gostava de gostar do "Ensaio Sobre a Cegueira" [livro] e de como gostei (embora com reservas/falhas) do "Ensaio Sobre a Cegueira" [filme].
Pelo sim pelo não (e porque há quem me acuse de 'cegueira' literária) regressei ao livro... pela terceira vez. ]
"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." Livro dos Conselhos

Sexta-feira, Novembro 14, 2008

: sábado

Lançamento de "Palmira, a Ovelha Comilona"
Dia 15 pelas 11:30, Livraria Salta-Folhinhas, Porto
Conto infantil de Elisabeth Perestrelo, ilustrações de João Concha

Editora Trinta Por Uma Linha

Quinta-feira, Novembro 13, 2008

: no caminho

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[...a propósito da(s) minha(s) tentativa(s) para retomar o diário gráfico, interrompido há várias semanas...]

Sexta-feira, Novembro 07, 2008

: Alice(s) VI

Terça-feira, Novembro 04, 2008

: deve existir

«deve existir uma outra
noite
onde caibamos todos
inocentemente felizes
a comer laranjas
e a discutir problemas de aromas
de flores Francisco Duarte Mangas

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

: dos outros lados dos espelhos





















«Se o conjunto axiomático de uma teoria é consistente, então nela existem teoremas que não podem ser demonstrados.» Gödel
um risco de sombra, no branco . uma sombra branca no branco da folha, da mente . um branco sujo de ideias, uma confusão a branco, de riscos . uma ideia de sombra branca riscada, de traços errados, incertos, apagados . um erro em branco, por cometer (um risco de personagens em demasia)
"E se eu te pedisse uma imagem em branco?"
[crónica a propósito da impossibilidade de demonstrar a realidade... ou desabafo inconclusivo sobre a (nossa) fragilidade... ou esboço confuso, e ensonado, sobre a contradição]
colagem a partir de ilustração de Arthur Rackham (Alice)

Sexta-feira, Outubro 31, 2008

: sábado

Terça-feira, Outubro 21, 2008

: quiet

[ silêncio em curso ; não fazer barulho
crónica a propósito de dias apagados, silenciosos, necessários ]
( fragmento de imagem para texto de E. Perestrelo, rev. Big Ode )

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

: porque sim (XI)


[Portishead, the Rip (video de Nick Uff)]
(...ou crónica a propósito de mais uma coincidência)