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[Há precisamente 1096 dias que isto começou.Obrigado a todos os que aqui passaram, comentaram, me escreveram e cruzaram de alguma forma o caminho, partilhado, deste "intruso"... nunca sozinho na cidade.]
FIM
[Há precisamente 1096 dias que isto começou.
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[Jane Russel and Marilyn Monroe, Bye Bye Baby,
(em filme realizado por Howard Hawks, 1953)]
[ redundância final para uma página inexistente ]

[ post a propósito de diários gráficos - velhos, novos, improvisados - e de linhas a desenharem momentos precisos... ]
«Com o uso e os anos este chapéu de Praga tornou-se tão subtil, tão subtil, insistiu o Chapeleiro Louco, que já é perfeitamente transparente, e foi colocar com extremo cuidado sobre a cabeça de Alice o puro ar no qual parecia ter pegado delicadamente, com a ponta dos dedos, de uma prateleira vazia da sua sombria e assombrosa chapelaria. As suas grandes abas levar-te-ão voando até à cidade mágica das suas origens, acrescentou como se inclinasse para a direita o chapéu invisível, e os ponteiros do teu relógio girarão ao contrário (...)»
[ Man on Wire, de James Marsh, 2008 ]
Sequência de abertura de "Volver", Pedro Almodóvar, 2006
[a propósito de metáforas e constatações
'para volver a ver...' ... via]
[ rascunho de emergência para uma noite comum ]
[ viagem parada numa noite em branco ]
[...por vezes há 'pedacinhos' de imagem que valem por mil imagens, que nos agradam mais do que a imagem inteira; por vezes sem nenhuma razão em particular... apenas porque sim, porque o enquadramento acidental e momentâneo nos sugere outros sentidos, outras imagens... vontade de recomeçar, repensar uma imagem que afinal (não) estava terminada]
[ absurdo verdadeiro para uma noite impossível ]
Apresentação do livro "Palmira, a Ovelha Comilona",
[ prescrição; na 4ªf. o expedidor deverá enviar objecto por correio, serviço expresso, garantidamente entregue no dia seguinte durante a tarde ; esperar depois que o objecto seja danificado pelo caminho (apesar da esponja espessa e camada dupla de plástico de bolhas) ; ficar durante 24 horas sem qualquer indicação sobre o mesmo, pelos serviços que o transportam (onde está? para onde vai? que sentido para a sua existência?), nem virtualmente - no site miraculoso que afinal não tem registo actualizado - nem por telefone ; obtém-se nesta altura um expedidor preocupado e uma destinatária expectante ; perceber por fim que o objecto não é mesmo entregue! ; por esta altura, o expedidor, depois de umas dezenas de telefonemas, deverá estar realmente preocupado ; adicionar indisponibilidade do call-center de apoio a partir das 19 h ; depois de mais alguns telefonemas, e-mails e afins, deixar repousar o assunto até ao dia seguinte, em que o call-center 'acorda' e, mediante auto, dá a notícia dos estragos (só aí o expedidor sabe que o objecto está danificado!) apresentando infundamentadas justificações e incorrectas informações sobre a embalagem ; aí o expedidor deverá gritar e em seguida chorar e/ou arrancar os cabelos ; acrescentar então, energicamente, uns quantos telefonemas, explicando o sucedido ao serviço que deveria explicar (e resolver!) o sucedido ; juntar pouco a pouco a ausência de garantias de entrega do objecto nesse dia, por parte da empresa (lembro que é 6ªfeira, um dia depois da data de entrega acordada/paga) ; dificuldade em fazer entender que o mesmo (afinal já na cidade de destino, fechado num armazém escuro) deverá ser entregue, apesar do dano, para que a destinatária possa verificar e resolver a situação 'objectual', ainda nesse dia ; juntar ao telefonema, como último recurso, uma ameaça de incêndio ao edifício sede da empresa de distribuição (que o expedidor atearia com as suas próprias mãos_ truque/bluff 'terrorista' aprendido com alguém mais experiente) caso o assunto não seja resolvido ; nesse momento, depois de um pausado silêncio, ouvir então do subitamente simpático operador de call-center a promessa de que o objecto chegará nesse dia às mãos da destinatária (a escassas horas do evento no qual ele, objecto ainda mal refeito do percurso, terá de estar presente e exposto) ]
[Je Veux Voir, "Eu Quero Ver", 2008 ...]
«Hoje quem acordou na minha cama? hoje quem é que eu sou? Já é manhã mas esta noite ainda não passou. A minha cara faz-me sempre lembrar alguém…E os meus olhos são de quem? Eu queria ser como tu. Eu queria crer como tu. Eu queria ser como eu, mas dos meus sonhos acorda outro alguém. Eu queria ser como quem? Hoje quem acordou na minha carne / e que sonhos roubou / na madrugada de um dia que já passou? (...) Hoje quem acordou na minha cama, hoje quem é que eu sou? Já estou a pé e o dia ainda nem chegou...» Nuno Prata (...no 'ruído')
[Andrew Bird, Lull (video de Lisa Barcy)]
[...ou de como em alturas de muito (demasiado) trabalho, me dava jeito ter 10 braços/tentáculos]
[ ...post a propósito de como eu gostava de gostar do "Ensaio Sobre a Cegueira" [livro] e de como gostei (embora com reservas/falhas) do "Ensaio Sobre a Cegueira" [filme].
[ silêncio em curso ; não fazer barulho
[Portishead, the Rip (video de Nick Uff)]
(...ou crónica a propósito de mais uma coincidência)